Há fortes indícios que foi por volta de 1.200 ac., que o homem aprendeu a domesticar os animais. Conclui-se que, no aprendizado da domesticação de mamíferos, o homem observou que as crias desses animais alimentavam da mesma forma que ele, através do leite. Desta forma, o homem conheceu o leite de outros animais como alimento humano.
Desde esta descoberta até o queijo não deve haver decorrido muito tempo. Ou por acaso ou tentativa de preservação daquele líquido poderoso, surgiu o queijo em sua forma básica, a mesma com que ele nasce em qualquer queijaria, pequena ou grande, do mundo de hoje.
Embora existam muitas teorias sobre origem do queijo, e muitas lendas também, dois dados importantes permanecem incognitos: Quando e onde exactamente ele surgiu.
Quanto ao local onde o queijo teria surgido, pouco se sabe. Pelas suas característica de produto espontâneo, ou seja, que se transforma mesmo sem a ação de elementos que não façam parte da composição do leite, o queijo pode ter aparecido simultaneamente em diversas partes do mundo, bastando apenas que os povos dessas regiões praticassem a domesticação de animais mamíferos.
Há fortes indícios de que o queijo tenha nascido entre o Sul da Anatólia (Turquia) e o Norte da Mesopotâmia. É praticamente certo, também, que o primeiro queijo tenha sido produzido com leite de ovelha.
As primeiras civilizações, que ocuparam as margens do Tigre e do Eufrates, já conheciam alguns queijos. Sinal de que haviam desenvolvido uma atividade queijeira.
Os egípcios estão entre os primeiros povos que cuidaram do gado e tiveram, no leite e no queijo, fonte importante de sua alimentação. Isso foi possível porque o fértil vale do Nilo possuía pastagens cheias de gado . Tão importante era o bovino para os egípcios que a simbologia desse povo eternizou sua importância colocando chifres de vaca sobre a cabeça da deusa Hathor. Queijos feitos de leite de vaca, de cabra e de ovelha também foram encontrados em muitas tumbas egípcias.
Passagens bíblicas registram o queijo como um dos alimentos habitualmente consumido e que enriqueceria a modesta cesta de provisões da época.
Milhares de anos se passaram e o queijo manteve seu fascínio. Quanto mais evolui a sociedade, mais valor é dado a este nobre alimento, que atravessou a história guardando intactos seus segredos sob o manto nebuloso dos séculos.
Na Europa, os gregos foram os primeiros a adotá-lo em seus cardápios, consideravam o queijo uma dádiva dos Deuses. Entretanto, os romanos foram os responsáveis pela maior divulgação dos queijos pelo mundo. Na expansão de seu Império eles levaram vários tipos à Roma. Elevaram o nível do queijo, transformando-o de simples alimento para uma iguaria deliciosa e nutritiva, tornando-o presença indispensável nas refeições dos nobres e em grandes banquetes do império, além de alimento de grande importância para os soldados e atletas.
No século XIV descobriu-se que as fermentações que determinavam os diversos tipos de queijos não eram próprios do leite, mas sim provocados por microorganismos. Essa descorberta possibilitou o isolamento e a seleção desses lactobacilos, permitindo que os queijos fossem fabricados durante todo o ano. Foi o principio da era industrial queijeira e o fator mais importante para a rápida disseminação do queijo pelo mundo.
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